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Principais Doenças

Principais Doenças (16)

Fibromialgia

Written by Segunda, 16 Fevereiro 2015 17:59

  

É uma doença que se caracteriza por dor crônica (mais de 3 meses) e difusa (no corpo inteiro) de causa não inflamatória e não autoimune. Até 80% dos pacientes se queixam de fadiga e sono não restaurador. São frequentes também queixas de dor de cabeça, diarreia, queixas urinárias, sensação de dormência e inchaço nas mãos e pés, alterações do humor, tais como depressão e ansiedade, irritabilidade, choro fácil e tristeza. Pode acometer qualquer faixa etária e sexo, porém, é mais frequente em mulheres (10 a 15 mulheres para cada 1 homem), com maior incidência entre 30 e 50 anos de idade.

 

Síndrome miofascial

Written by Segunda, 16 Fevereiro 2015 17:59

  

Causa de dor muscular caracterizada pela presença de “pontos gatilhos”, sendo estes geralmente bem localizados com área de irradiação bem delimitada. Quando o ponto gatilho é estimulado, provoca dor em uma área distante. Nem sempre apresenta causa bem definida e inclui estímulo ou uso excessivo do grupo muscular, postura inadequada, traumas, estresse emocional, etc. O diagnóstico é essencialmente clínico. O tratamento envolve identificação do fator causal, relaxantes musculares, agulhamento seco, infiltração, alongamento e fisioterapia.

 

Tendinopatias / Bursites / Fasciíte / Entesite

Written by Segunda, 16 Fevereiro 2015 17:59

 

Os tendões são as estruturas responsáveis pela ligação dos músculos aos ossos, permitindo a realização do movimento articular. São tecidos fibrosos, densos e resistentes. A tendinite é a inflamação do tendão e pode ser decorrente de esforço físico intenso ou repetitivo, trauma, processos degenerativos, doenças inflamatórias autoimunes, distúrbios metabólicos e infecções. Os sintomas incluem principalmente dor e/ou limitação a movimentação da articulação acometida. Os sítios mais comumente acometidos são os tendões do ombro (lesões do manguito rotador – supraespinhoso, infraespinhoso, subescapular e redondo menor), das mãos (Tenossinovite de De Quervain – abdutor longo e extensor curto do polegar), tendinite dos glúteos com dor em região trocantérica, tendinite de quadríceps e tendinite anserina (sartório, grácil e semitendíneo) na região próxima aos joelhos e tendinite de calcâneo na região do tornozelo. O diagnóstico é realizado, na maioria das vezes, pelo exame clínico, sendo, eventualmente, solicitados exames complementares como ultrassonografia, ressonância magnética ou exames laboratoriais. O tratamento é individualizado e vai depender da região acometida e do fator causal identificado e inclui analgesia, anti-inflamatórios, infiltrações, fisioterapia e terapia ocupacional.

As bursas ou bolsas sinoviais são cavidades fechadas, similares à sinovia, que facilitam deslizamento músculos e tendões sobre os ossos e outros tecidos. Seu nome deriva do latim (Bursa synovialis). Existem mais de 150 bursas no corpo humano, sendo bursite o nome dado a bursa inflamada. Este processo pode ser decorrente principalmente de traumas, infecções, movimentos repetitivos e doenças inflamatórias ou autoimunes. Os sintomas mais comuns são dor e inchaço no local que podem levar a restrição do movimento articular. As mais comuns são a bursite de ombro, cotovelo, região trocantérica, patelar, anserina e de calcâneo. Assim como nas tendinopatias, o tratamento é individualizado e vai depender da região acometida e do fator causal identificado e inclui analgesia, anti-inflamatórios, infiltrações, fisioterapia e terapia ocupacional.

As ênteses são estruturas responsáveis pela inserção de tendões e ligamentos nos ossos e, quando acompanhadas de processo inflamatório, recebem o nome de entesite. Podem ser decorrentes de traumas, doenças por depósito de cristais, metabólicas ou como manifestação de doenças inflamatórias ou autoimunes como nas espondiloartrites.

Por sua vez, as fáscias são um tecido conjuntivo que envolve músculos, vasos sanguíneos, nervos e órgãos. A fasciíte plantar é a mais frequente e se caracteriza por processo inflamatório local por microtraumatismos de repetição na origem da tuberosidade medial do calcâneo ou decorrente de doença autoimune. Manifesta-se por dor na planta dos pés e ao redor da base do calcâneo e no arco plantar, principalmente ao levantar-se da cama, ou após um período de repouso. O tratamento envolve principalmente analgesia, infiltração, uso de palmilha e fisioterapia.

 

 

Síndrome túnel do carpo

Written by Segunda, 16 Fevereiro 2015 17:59

 

Neuropatia decorrente da compressão do nervo mediano no túnel do carpo, estrutura anatômica que se localiza no punho. É mais frequente em mulheres entre os 30 e 60 anos de idade. Clinicamente se manifesta por dormência e formigamento nas mãos, no polegar, indicador, dedo médio e metade do anelar, principalmente no período noturno. Em estágios mais avançados pode evoluir com hipotrofia de musculatura e fraqueza da mão. A compressão do nervo pode ocorrer por aumento da pressão no interior do carpo por diminuição da capacidade do túnel ou aumento do volume dos tecidos que circundam o nervo mediano. As principais causas são: idiopática, trauma, gravidez, colagenoses, diabetes, fraturas, amiloidose, mixedema, tendinopatia dos flexores dos punhos, artropatias deformantes, cistos sinoviais e tumores. O diagnóstico pode ser realizado através do exame clínico com os testes de Tinel e Phalen. Eletroneuromiografia e ultrassonografia podem ser úteis em casos específicos.

 

Dor na coluna vertebral

Written by Segunda, 16 Fevereiro 2015 17:59

 

A coluna vertebral é composta por 7 vértebras cervicais, 12 vértebras torácicas, 5 vértebras lombares, 5 vértebras sacrais e pelo cóccix. A lombalgia é a dor localizada entre a parte mais baixa do dorso entre última costela e a prega glútea. É a quinta causa de consulta médica e estima-se que 65 a 90% da população apresentará pelo menos um episódio de lombalgia ao longo da vida. No Brasil, dores na coluna vertebral foram a principal causa de afastamento trabalhista no ano de 2010. Além da coluna vertebral em si, várias estruturas adjacentes à coluna, como ligamentos e músculos, podem ser responsáveis pela origem da dor e apenas em aproximadamente 30% dos casos se observa um fator anatômico identificável em exames de imagem (correlação clínico-radiológica). Pode ser classificada como aguda (menos de 4 semanas), subaguda (4 a 12 semanas) e crônica (mais de 12 semanas). Podem ser citadas como causas: alterações mecânicas (osteoartrite, hérnia de disco, etc), doenças inflamatórias (espondiloartrite), doenças infecciosas (espondilodiscite, osteomielite), doenças metabólicas (cristal, ocronose), como repercussão de doença sistêmica (metástase óssea, neoplasia primária) ou ser dor referida de outro local (por exemplo, aneurisma de aorta). Diante de um paciente com lombalgia, deve-se estar atento para os chamados “sinais de alerta” ou “redflags”, ou seja, quando a dor pode estar relacionada com maior potencial de morbimortalidade e implica em investigação de doenças inflamatórias, infecciosas e neoplásicas com exames complementares, mesmo em quadros de início recente.

Sinais de alerta na lombalgia

  • Idade < 18 anos ou Idade > 55 anos
  • Febre
  • Sudorese noturna
  • Perda peso inexplicável
  • Dor inflamatória
  • Dor noturna (principalmente na segunda parte da noite)
  • Traumatismo recente grave
  • Imunossupressão
  • Antecedente de neoplasia ou infecção recente
  • Déficit neurológico ou motor progressivos
  • Alteração esfíncter urinário ou fecal – Síndrome da cauda equina

 

 

 

Artrose ou Osteoartrite

Written by Segunda, 16 Fevereiro 2015 17:59

 

É a doença osteoarticular mais frequente e estima-se que ocorra em 20% da população mundial. Caracteriza-se por uma insuficiência qualitativa e quantitativa da cartilagem articular, com “desgaste” da cartilagem articular e alterações ósseas, entre elas os osteófitos, conhecidos popularmente como "bicos de papagaio" quando ocorrem na coluna vertebral. Anteriormente era denominada de artrose ou osteoartrose, mas, pela presença de processo inflamatório na patogênese da doença, o nome mais correto atualmente é osteoartrite. A distribuição entre os sexos é variável e vai depender da articulação acometida. Acomete mais o sexo feminino, como, por exemplo, nas mãos e joelhos, enquanto na articulação do quadril é mais frequente no sexo masculino. É menos frequente antes dos 40 anos de idade e mais comum após os 60. Embora 85% dos idosos com mais de 75 anos tenham evidência radiográfica ou clínica da doença, somente 30 a 50% queixam-se de dor crônica. A dor é habitualmente insidiosa e, em princípio, piora no início dos movimentos e aos esforços, sendo em estágios avançados, presente também em repouso. A depender da articulação acometida e gravidade, com o avançar da doença, o paciente pode evoluir com incapacidade funcional para atividades laborais e, até mesmo, de vida diária. Pode ser denominada como primária, quando não tem uma causa definida, ou como secundária, quando há um fator causal identificado, como, por exemplo, trauma; outras doenças inflamatórias das articulações, como artrite reumatoide; alterações estruturais nas articulações como os joelhos com desvios de direção (valgo ou varo); e distúrbios metabólicos. A participação da hereditariedade é importante em alguns casos, principalmente na osteoartrite de mãos, onde aparecem os nódulos de Heberden (nas interfalângicas distais) ou Bouchard (nas interfalângicas proximais).

 

Osteoporose e outras doenças osteometabólicas

Written by Segunda, 16 Fevereiro 2015 17:59

 

A osteoporose é uma doença osteometabólica que se caracteriza pela redução da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a aumento da fragilidade óssea e, portanto, maior risco de fraturas após mínimos traumas. No Brasil, cerca de 15% da população apresenta fratura por baixo impacto (mínimo trauma). É conhecida por ser uma doença silenciosa, que não causa sintomas até que ocorra uma fratura.  Os locais mais comuns de fratura são as vértebras, fêmur, antebraço, úmero e costelas.  È muito importante ressaltar que até 70% das fraturas vertebrais não causam sintomas e muitos pacientes nem sabem que apresentam fratura. Daí a importância de se investigar os indivíduos que têm fatores de risco para osteoporose e fratura a fim de se possibilitar investigação e tratamento precoces. A fratura vertebral, mesmo quando não causa sintomas, aumenta o risco de novas fraturas osteoporóticas, inclusive do quadril, e traz também maior risco de mortalidade. A fratura quadril é responsável por 12% mortalidade em 3 meses e 50% em 1 ano. 31% dos pacientes ficam restritos ao leito e até 50% ficam com alguma dependência física.

Os principais fatores de risco para doença são: sexo feminino, baixa massa óssea, baixo peso, história de fratura prévia, raça branca ou asiática, idade avançada em ambos os sexos, história materna de fratura de fêmur ou osteoporose, menopausa precoce (antes dos 45 anos) , tratamento com drogas que induzem perda de massa óssea (Heparina, Warfarina, Anticonvulsivantes, Lítio, Metotrexate, Corticosteroides, Anastrozole, Hormônio tiroideano em excesso), amenorreia primária ou secundária, hipogonadismo primário ou secundário em homens, tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, imobilização prolongada, dieta pobre em cálcio e vitamina D e concomitância de doenças que induzem perda óssea (hipertiroidismo, hiperparatiroidismo, mieloma múltiplo, etc).

 

Gota e doenças por depósito de cristais

Written by Segunda, 16 Fevereiro 2015 17:59

 

A gota é uma doença inflamatória e metabólica caracterizada pelo depósito de cristais de monourato de sódio (ácido úrico) nas articulações e nos tecidos. É mais comum em homens entre a terceira e quarta década de vida e, quando ocorre nas mulheres, é mais frequente após a menopausa. O aumento do ácido úrico no sangue (hipeuricemia) pode ser decorrente de um aumento na sua produção ou diminuição na sua excreção.  Pode ser classificada em primária ou secundária, sendo a forma primária amais frequente, de causa desconhecida e comumente ligada a fatores genéticos. A gota secundária se desenvolve em consequência de outra doença (doenças hemolíticas, doenças mieloproliferativas, psoríase, insuficiência renal, obesidade, hipertensão arterial, hipotireoidismo, etc), alguns medicamentos (diuréticos tiazídicos, aspirina em dose baixa, warfarina, ciclosporina, etc) ou hábitos de vida (etilismo, dieta, etc). Embora se dê muita importância à dieta como causa da gota, sabe-se que esta é responsável por 10-12% do "pool" de ácido úrico total e pode ser importante para diminuir a frequência das crises, uma vez que é capaz de levar a variações agudas nos níveis de ácido úrico sanguíneo, funcionando como desencadeante de crise. O diagnóstico é realizado pela história e o quadro clínico com identificação dos fatores de risco para doença, avaliação dos níveis de ácido úrico no sangue e na urina e pelo encontro de cristais de monourato de sódio no líquido sinovial da articulação acometida. A apresentação clínica mais frequente é de dor, calor, inchaço e aumento de volume em primeira articulação metatarsofalângica ou dedão do pé, na maioria dos casos, com duração de 5 a 7 dias, seguido de períodos sem crise.

Nos pacientes sem tratamento, esse período intercrítico tende a se tornar progressivamente menor com crises mais duradouras e frequentes, com comprometimento de qualquer articulação, podendo, inclusive, haver acometimento de mais de uma articulação simultânea. Embora a hiperuricemia esteja presente na maioria dos pacientes, somente esta não permite fazer o diagnóstico de gota, uma vez que existem indivíduos com hiperuricemia assintomática. O tratamento do paciente com gota visa normalizar os níveis de ácido úrico e evitar crises. Para tal, faz-se necessário a identificação dos fatores de risco para doença, orientar a dieta e tratar as doenças associadas.

Além do ácido úrico, outros cristais, como pirofosfato de cálcio e hidroxiapatita, também podem levar a processo inflamatório articular.

 

 

Artrite reumatoide

Written by Segunda, 16 Fevereiro 2015 17:59

 

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica autoimune que se caracteriza por acometer, principalmente, a membrana sinovial das articulações periféricas, habitualmente de maneira simétrica, com potencial para levar a deformidades articulares e incapacidade funcional. Além das articulações, também pode apresentar acometimento sistêmico em 10 a 20% dos pacientes, tais como olhos, pulmões, coração, pele e sistema nervoso. Nas articulações, as principais queixas são dor, principalmente ao acordar pela manhã, com sensação de rigidez matinal maior que 30 minutos, associada ou não a calor, rubor e aumento de volume articular. As articulações mais acometidas são as articulações das mãos (punhos, interfalângicas proximais e metacarpofalângicas), articulações dos joelhos, pés, tornozelos e cotovelos. Acomete de 0,5 a 1% da população mundial com uma relação aproximada de 2 a 3 mulheres para cada homem. Pode acometer qualquer faixa etária, sendo mais frequente entre os 30 e 50 anos de idade. Até a década de 50, quando foi descoberto o uso terapêutico dos corticosteroides, poucos tratamentos eram disponíveis.

Atualmente, diversas medicações recentemente disponíveis, inclusive pelo sistema único de saúde (SUS), melhoraram o tratamento e o prognóstico da doença, possibilitando controle adequado da doença e melhora da capacidade funcional e qualidade de vida do paciente. Dentre as classes de medicamentos disponíveis para o tratamento da artrite reumatoide, estão incluídas as Drogas Modificadoras do Curso da Doença (DMCDs) e, mais recentemente, os imunobiológicos, que são drogas que agem em moléculas específicas envolvidas no desenvolvimento e perpetuação das doenças autoimunes. 

 

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